Infarto e AVC: quais são os fatores de risco
Hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo estão por trás da maior parte dos casos. Boa parte desses fatores pode ser controlada.
- Publicado em:
- 16 de outubro de 2026
- Última atualização:
- 16 de outubro de 2026
O que infarto e AVC têm em comum
Os dois eventos acontecem quando uma artéria é obstruída e uma parte do tecido fica sem oxigênio. Por isso, os fatores que danificam os vasos sanguíneos ao longo dos anos aumentam ao mesmo tempo o risco de infarto e de AVC.
A aterosclerose está por trás da maior parte dos casos: placas de gordura se acumulam na parede das artérias e podem se romper, formando um coágulo que interrompe o fluxo de sangue.
Pressão alta
A hipertensão é o principal fator de risco para o AVC e um dos principais para o infarto. A pressão alta desgasta a parede das artérias e aumenta a chance tanto de obstrução quanto de rompimento de vasos no cérebro.
O controle depende de acompanhamento contínuo: medir a pressão, tomar a medicação todos os dias e ajustar a dose quando necessário. Interromper o remédio por conta própria porque a pressão melhorou é uma das causas mais comuns de a pressão voltar a subir.
- Medir a pressão em casa ou na unidade de saúde com regularidade
- Tomar a medicação nos horários prescritos, sem interromper
- Reduzir o sal da comida e evitar ultraprocessados
- Levar as medidas anotadas para as consultas
Outros fatores que pesam
Diabetes e colesterol alto, tabagismo, excesso de peso, sedentarismo, álcool em excesso, idade avançada e histórico familiar completam a lista. Diabetes e hipertensão juntos pesam bastante: nessas duas condições, a chance de infarto é de duas a quatro vezes maior.
- Manter a glicose sob controle, no caso do diabetes
- Seguir o tratamento indicado para o colesterol alto
- Parar de fumar
- Manter o peso adequado e uma alimentação com menos sal e gordura
- Praticar atividade física regularmente
- Reduzir o consumo de álcool e não usar drogas ilícitas
- Tratar a fibrilação atrial, que pode formar coágulos que chegam ao cérebro
O que dá para mudar
Idade, histórico familiar e sexo não podem ser mudados, mas a maior parte do risco depende de fatores que podem ser tratados e acompanhados. Quem tem pressão alta, diabetes ou colesterol alto e mantém o tratamento em dia reduz bastante a chance de um evento.
Reconhecer os sinais também é prevenção: chegar rápido ao atendimento é o que permite o tratamento que evita sequelas.
Fontes e referências
Fontes públicas consultadas na redação deste conteúdo. Cada link aponta para o documento específico, não para a página inicial da instituição.
- Infarto: sintomas, fatores de risco e atendimento, Ministério da Saúde (Brasil)
- AVC: tipos, sinais, tratamento e reabilitação, Ministério da Saúde (Brasil)
- Cardiovascular diseases: fact sheet, Organização Mundial da Saúde
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica, um exame físico nem a orientação individual de um profissional de saúde. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure uma unidade de saúde. Ler o aviso médico completo
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